Dois artistas muito bons tocaram em dois programas muito bons da TV gringa nessa semana. Primeiro, a britânica Florence Welsh, do Florence and The Machine, tocou no David Letterman. Depois, Julian Casablancas, dos Strokes, no programa Conan O'Brian - junto ao lançamento do seu disco solo. Acho engraçado a atenção grande que a TV americana dá aos artistas pequenos e de qualidade, tão grande (e às vezes maior) do que para artistas que já estão no topo dos charts e de forte apelo radiofônico.
E também acho que, dos anos 90 para cá, a TV brasileira perdeu esse papel importantíssimo na engrenagem da indústria da fonográfica, de disseminar artistas de qualidade para o grande público - como se música boa e música popular fossem conceitos distantes um do outro, quando na verdade eles devem ser próximos. Se nos anos 80 bandas cheias de conteúdo como Titãs ficaram famosas, foi em muito porque a TV (Faustão, Fantástico, e programas de enorme audiência) e as rádios os deram o devido apoio.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
O papel da TV na indústria da música
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Mickey Gang @ SESC Pompéia
Fui conferir o show desses quatro meninos de Colatina, ES, que rolou ontem no SESC Pompéia, em São Paulo. Com apenas um EP lançado, "Horses Can't Dance", eles ficaram relativamente "conhecidos" ao aparecerem na seção "Nova banda do dia" do jornal britânico The Guardian, que os descreveu como "A coisa mais quente vinda do Brasil desde o CSS".
O show foi curtíssimo (afinal, eles quase não tem repertório e nasceram nos 90, a geração DDA), mas deu pra sacar que os garotos tem muita sensibilidade pop e pouca habilidade técnica. Também acho que, para fazer tanto sucesso no exterior quanto o CSS, eles precisam de um diferencial que vá além da música - no caso de Lovefoxxx e cia., era o fator carnavalesco/abravanista dos seus shows.
Dito isso, os acertos são vários: vocais virtuosos, synths pegajosos e faixas dançantes. O vocalista ainda anunciou que eles entram em estúdio até o final do ano para gravar o primeiro álbum. Assista abaixo um vídeo de "Horses Can't Dance":
O show foi curtíssimo (afinal, eles quase não tem repertório e nasceram nos 90, a geração DDA), mas deu pra sacar que os garotos tem muita sensibilidade pop e pouca habilidade técnica. Também acho que, para fazer tanto sucesso no exterior quanto o CSS, eles precisam de um diferencial que vá além da música - no caso de Lovefoxxx e cia., era o fator carnavalesco/abravanista dos seus shows.
Dito isso, os acertos são vários: vocais virtuosos, synths pegajosos e faixas dançantes. O vocalista ainda anunciou que eles entram em estúdio até o final do ano para gravar o primeiro álbum. Assista abaixo um vídeo de "Horses Can't Dance":
+http://www.myspace.com/mickeygang
sábado, 10 de outubro de 2009
Lulina no MIS
Fui nessa sexta-feira (09.10) ver o show de lançamento de "Cristalina", o primeiro disco da Lulina, no auditório do MIS, em São Paulo. O CD, lançado via YB (que completa 10 anos nesse mês) depois de mais de três anos de preparação, faz valer o tempo de espera. Aliás, se você não gosta de rasgação de seda, pare de ler agora (mas não deixe de assistir os videos abaixo).

Lulina é recifense, chegou em São Paulo há 6 anos para trabalhar com publicidade, mas desde bem antes já arriscava na música. "Comecei a fazer musica como hobbie, no microfoninho do computador, com vioão desafinado". Os disquinhos circulavam apenas entre amigos próximos, rede que foi se expandindo com o tempo, e alimentando a expectativa de um álbum "de verdade".
O "folk de apartamento" dela é doce e soa meio naif, com letras cheias de jogos de palavras e referências ao imaginário feminino e infantil. Mas de inocente, Lulina não tem nada: ela fala das agruras da vida de adulto, da solidão da cidade grande, das horas de trabalho exageradas, dos romances mal-resolvidos e das contas pior ainda. Talvez por tudo isso que só em 2009 ele se concretizou. O engraçado é que o debut da Lulina é também um "greatest hits" da sua carreira.
Vendo o show, cheguei a conclusão de que o tempo realmente fez bem tanto a cantora, quanto às canções. Essas três anos de maturação levaram as faixas, antes simples, a serem exploradas ao máximo em termos de vocais, de arranjos, e de produção. Ficou bem-acabado, bem-resolvido e substancioso.
A apresentação contou com o parceiro de crime Leo Barbalho (um dos talentos mais bem-escondidos da música nacional) nas bases e teclados, além de um time de primeira no banjo + guitarra+ baixo+ violino + clarinete + bongô + guitarra. "Esse é um trabalho de amigos", disse Lulina no final do show. E como mesmo de longe, eu acompanho com olhos de amigo, fico orgulhoso e feliz pra caramba. Parabéns, galera.

Lulina é recifense, chegou em São Paulo há 6 anos para trabalhar com publicidade, mas desde bem antes já arriscava na música. "Comecei a fazer musica como hobbie, no microfoninho do computador, com vioão desafinado". Os disquinhos circulavam apenas entre amigos próximos, rede que foi se expandindo com o tempo, e alimentando a expectativa de um álbum "de verdade".
O "folk de apartamento" dela é doce e soa meio naif, com letras cheias de jogos de palavras e referências ao imaginário feminino e infantil. Mas de inocente, Lulina não tem nada: ela fala das agruras da vida de adulto, da solidão da cidade grande, das horas de trabalho exageradas, dos romances mal-resolvidos e das contas pior ainda. Talvez por tudo isso que só em 2009 ele se concretizou. O engraçado é que o debut da Lulina é também um "greatest hits" da sua carreira.
Vendo o show, cheguei a conclusão de que o tempo realmente fez bem tanto a cantora, quanto às canções. Essas três anos de maturação levaram as faixas, antes simples, a serem exploradas ao máximo em termos de vocais, de arranjos, e de produção. Ficou bem-acabado, bem-resolvido e substancioso.
A apresentação contou com o parceiro de crime Leo Barbalho (um dos talentos mais bem-escondidos da música nacional) nas bases e teclados, além de um time de primeira no banjo + guitarra+ baixo+ violino + clarinete + bongô + guitarra. "Esse é um trabalho de amigos", disse Lulina no final do show. E como mesmo de longe, eu acompanho com olhos de amigo, fico orgulhoso e feliz pra caramba. Parabéns, galera.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Novo clipe da Lady Gaga: Paparazzi
Depois de ser fotografada por David LaChapelle para a capa da Rolling Stone, agora foi o diretor Jonas Arkelund de trabalhar com Lady Gaga. O cara, responsável por alguns dos clipes mais legais das últimas duas décadas, (Madonna, Prodigy), é quem dirigiu Paparazzi, o novo single europeu da cantora.
O vídeo têm quase 8 minutos, formato de curta-metragem, narrativa dramática, mil trocas de figurinos absurdos, coreografias, etc etc. Lembrando que a cantora deve passar pelo Brasil no segundo semestre - inicialmente para apresentações na TV e rádio - mas pode se apresentar em São Paulo e Rio. Assista abaixo:
O vídeo têm quase 8 minutos, formato de curta-metragem, narrativa dramática, mil trocas de figurinos absurdos, coreografias, etc etc. Lembrando que a cantora deve passar pelo Brasil no segundo semestre - inicialmente para apresentações na TV e rádio - mas pode se apresentar em São Paulo e Rio. Assista abaixo:
quarta-feira, 27 de maio de 2009
La Roux sem photoshop
Gosto muito da La Roux, da Little Boots e da Lady Gaga. Além do L, elas tem várias coisas em comum: são overhypadas, são aparentemente, independentes, (e não produtos de suas gravadoras), e representam, de alguma forma, a nova linha de frente da música pop.
Agora, fazendo uma reprise do texto de ontem, no Guardian:
"Não me entenda mal, eu entendo o simbolismo de uma mulher forte e jovem tocando um tenori-on na TV. Mas se essa é a vitória do pop, ela me um pouco parece vazia. [...] Onde está a estranheza, a ousadia?".
É pop fácil, vendável, que não arrisca em nada. E não importa qual seja a matéria-prima dele, o resultado é quase o mesmo. É claro que representa uma evolução; mas não é a salvação do mundo. Ainda.

Ah, e ela é linda mesmo sem photoshop, não?
Agora, fazendo uma reprise do texto de ontem, no Guardian:
"Não me entenda mal, eu entendo o simbolismo de uma mulher forte e jovem tocando um tenori-on na TV. Mas se essa é a vitória do pop, ela me um pouco parece vazia. [...] Onde está a estranheza, a ousadia?".
É pop fácil, vendável, que não arrisca em nada. E não importa qual seja a matéria-prima dele, o resultado é quase o mesmo. É claro que representa uma evolução; mas não é a salvação do mundo. Ainda.

Ah, e ela é linda mesmo sem photoshop, não?
terça-feira, 26 de maio de 2009
Glastonbury: lineup e reflexão
Claro que Neil Young, Blur e Bruce Springsteen formam um puta lineup - com Nick Cave, mais ainda. Agora, cadê as grandes bandas?Afinal, não acho que os Killers coloquem 60 mil pessoas para um estádio. Nem os Jonas Brothers. É como disse bem o Tony Nailor no Guardian hoje de manhã, em relação à Little Boots e La Roux, as maiores revelações femininas do ano:
"Não me entenda mal, eu entendo o simbolismo de uma mulher forte e jovem (...) Mas se essa é a vitória do pop, ela me parece vazia. [...] Onde está a estranheza, a ousadia?".
Clica aqui pra ver o lineup inteiro.
Cadê os popstars?
Glastonbury não é o primeiro grande festival a colocar a velha guarda para liderar sua programação. O Coachella, que aconteceu em abril desse ano na Califórnia, EUA, escalou Paul McCartney, The Cure e Morrisey para o seu palco principal – o que depois foi justificado pelo sucesso de público (166 mil pessoas), e de faturamento, o segundo maior da história do festival.
Mas a escolha dos veteranos também ser a atribuída a outro motivo: o número cada vez mais escasso de grandes artistas no cenário pop atual. Desde a “salvação do rock” (via Strokes), no começo da década, diversas bandas disputam o posto de maior banda da atualidade. Mas é impossível comparar Killers, Coldplay, ou Franz Ferdinand à dimensão que grupos como Oasis, Blur ou Radiohead tiveram nos anos 90.
Enquanto isso, a cena indie cresce; o palco John Peel do Glastonbury, dedicado a música nova, é o mais empolgante do festival, com Passion Pit, Little Boots e Grizzly Bear. Mas se não tem mais nenhuma maior banda do mundo, há espaço para um maior festival do mundo?
"Não me entenda mal, eu entendo o simbolismo de uma mulher forte e jovem (...) Mas se essa é a vitória do pop, ela me parece vazia. [...] Onde está a estranheza, a ousadia?".
Clica aqui pra ver o lineup inteiro.
Cadê os popstars?
Glastonbury não é o primeiro grande festival a colocar a velha guarda para liderar sua programação. O Coachella, que aconteceu em abril desse ano na Califórnia, EUA, escalou Paul McCartney, The Cure e Morrisey para o seu palco principal – o que depois foi justificado pelo sucesso de público (166 mil pessoas), e de faturamento, o segundo maior da história do festival.
Mas a escolha dos veteranos também ser a atribuída a outro motivo: o número cada vez mais escasso de grandes artistas no cenário pop atual. Desde a “salvação do rock” (via Strokes), no começo da década, diversas bandas disputam o posto de maior banda da atualidade. Mas é impossível comparar Killers, Coldplay, ou Franz Ferdinand à dimensão que grupos como Oasis, Blur ou Radiohead tiveram nos anos 90.
Enquanto isso, a cena indie cresce; o palco John Peel do Glastonbury, dedicado a música nova, é o mais empolgante do festival, com Passion Pit, Little Boots e Grizzly Bear. Mas se não tem mais nenhuma maior banda do mundo, há espaço para um maior festival do mundo?
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sexta-feira, 15 de maio de 2009
Victoria's Secret e o cool
Coolhunting é tudo. Já notaram que os comerciais da grife de lingerie Victoria's Secret sempre tem músicas incríveis?
Primeiro foi o pop excêntrico da Lykke Li, com Little Bit:
Primeiro foi o pop excêntrico da Lykke Li, com Little Bit:
Depois, a mais excêntrica ainda Joanna Newson:
E agora, a Little Boots:
Mas taí uma coisa bizarra. Bob Dylan? Oi?
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